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  [27/02/2012 11:20:01]
A terapia com cavalos que pode ajudar vários casos de deficiência física

Saiba quais casos de dificuldade motora a terapia feita com cavalos pode ajudar  | Foto: Viviam Santos / Fotos: Paulo Bezerra Jr.
 
Sabia que montar cavalo também pode ser uma forma de terapia para pessoas com dificuldades motoras? A equoterapia é um método terapêutico e educacional onde o paciente monta cavalos treinados, com a supervisão de um fisioterapeuta no início do tratamento. Ou seja, além de ser bom pra saúde e pra recuperação da pessoa, é um jeito de se entreter em ambiente aberto. Portanto, uma terapia também à mente do deficiente.

Normalmente esse tratamento pode ser encontrado em centros especializados. No site da Associação Nacional de Equoterapia (Ande-Brasil) há uma página de pesquisa para encontrar esses centros em todo o Brasil, filiados ou agregados à associação.

Em São Paulo (capital) um deles é o Jockey Club de São Paulo. A fisioterapeuta Letícia Junqueira, que trabalha no local, explica que a equoterapia é indicada a vários tipos de pacientes, quem tem necessidades especiais causadas por: paralisia cerebral, acidente vascular encefálico, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, síndrome de down, dificuldade de aprendizagem ou linguagem, esclerose múltipla, disfunção na integração social, traumatismo cranioencefálico e problemas psicológicos.

O tempo de tratamento depende de cada quadro, mas em alguns meses normalmente já se nota melhoria. "Cada caso é tratado de forma individual, mas em geral a partir do sexto mês já é possível ter melhoras significativas", diz. O tratamento, para ser eficaz, deve ter continuidade enquanto houver os sintomas que levaram o paciente a essa terapia.

Em todos os casos há o acompanhamento do paciente por um fisioterapeuta, durante toda a sessão. "Os exercícios são feitos sob a orientação do fisioterapeuta, para melhor monitorar os resultados e a evolução do paciente", explica.

Para pacientes que não conseguem se equilibrar muito bem no cavalo ou montar no animal, o que é comum no início do tratamento, o profissional auxilia e permanece ao lado. Apesar de o efeito não ser o mesmo de quando o paciente consegue se equilibrar sozinho: "Isso porque o paciente necessita de cuidados especiais e de usar técnicas diferentes para aprender o movimento corretamente".

Apesar dos benefícios, a equoterapia tem contraindicações a alguns casos. A fisioterapeuta lista: "Alterações na coluna, como escolioses acima de 30 graus; crises convulsivas severas; epilepsias; tromboses; fraturas mal consolidadas; doença cardiovasculares; osteoporose severa; e alguns casos de labirintite alguns exercícios são contraindicados, porém, se forem realizados com monitoramento adequado não existem riscos". Portanto, a melhor forma de saber se uma pessoa pode praticar a equoterapia, é sendo consultada por um médico ou fisioterapeuta especializado nesses centros credenciados na Ande-Brasil.

A equoterapia hoje no Brasil não é coberta pelos planos de saúde, portando, deve ser contratada de forma particular pelo paciente ou família. O mês de tratamento, segundo Letícia, está em torno de 500 reais por mês - com base na capital de São Paulo. Porém, pode haver programas ou parcerias com os centros de equoterapia que disponibilizam algumas vagas à pacientes de baixa renda.

Fonte: Ana Maria Braga



 
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